Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

21.11.07

Um anúncio do caraças

A Alaíde Costa tem criticado a imagem de Ron Paul como seu factor de impopularidade. Que se apresenta «frequentemente com um ar frágil», e que «altera o seu tom de voz, chegando por vezes a níveis em que se pode temer pela vida do septuagenário e de um possível AVC».
Seria patético tentar ignorar que a imagem de um candidato conta muito. Que a forma como se "vende" um candidato contará mais, para alguns, que as mensagens que faz passar. E os candidatos sabem isso (vide).
Concordo também que Paul tem um ar, por vezes, frágil, e que isso tem efeito sobre os eleitores (Discordo no entanto da visão AVCista de aL). A mim importa-me mais a mensagem e a coerência de Paul (que provavelmente também beneficiaria em votos se não estivesse sempre a martelar na questão da guerra - mas ele não é dado a esses utilitarismos), que a imagem frágil, ou um casaco mal-escolhido.
Em todo o caso, a própria aL vem nos dar caso dum spot de Paul que é, segundo a própria um" anuncio do"... Enfim, vão ver o que ela disse do anúncio.
O anúncio propriamente dito é este (e é, de facto, do caraças):

3.10.07

Negação

Porquê é que o apoio de uns quantos Tugas a Ron Paul pode provocar reacções negativas tanto na esquerda moderna como na direita conservadora?

Para esquerda moderna, um candidato coerente libertário é o pesadelo. A margem de manobra contra um candidato conservador é muito maior. A clivagem é entre o que fazer, onde intervir. A esquerda moderna perde as suas principais bandeiras e a abordagem fácil de “combate a políticas de direita”. Até Louçã iria ter muitas dificuldades em encontrar bandeiras sexys contra um candidato com as ideias de Ron Paul.

Para a direita conservadora portuguesa um Ron Paul com sucesso é o pesadelo. É a demonstração que a tese de que um candidato libertário é ilegível é falsa. Que a promessa principal de que o estado vai fazer menos, pode ser um caminho pragmático para um partido de direita chegar ao poder. Desta constatação ao pânico e à reacção violenta é um passo.

Por isso, o melhor que podem fazer, tanto de um lado da barricada como de outro, é minimizar a relevância quer da candidatura quer do seu apoio internacional. A primeira fase é a negação...

26.9.07

Perfeito, perfeito....

Existir um candidato para as eleições presidenciais dos EUA com as ideias e a capacidade de as exprimir como o Ron Paul é muito bom.

Perfeito, perfeito era que um candidato com as mesmas ideias e coragem aparecesse em Portugal. Nem que fosse para uma junta de freguesia.